
Uma História com Séculos de Profundidade
O Lagotto Romagnolo é uma das raças caninas mais antigas da Itália — e sua história é tão rica quanto a terra de onde veio. Originário da região da Romanha, no norte da Itália, seu nome já conta parte dessa trajetória: Lagotto deriva do dialeto local e significa "cão d'água", enquanto Romagnolo faz referência direta à sua terra natal.
Por séculos, o Lagotto foi um companheiro indispensável para os habitantes das planícies alagadas da Romagna. Com sua pelagem densa e resistente à água, sua resistência física e seu faro aguçado, ele era o parceiro ideal para a caça de aves aquáticas nos pântanos e lagos da região.
História da Raça
A Grande Virada: Do Pântano às Trufas
No século XIX, as planícies alagadas da Romagna foram progressivamente drenadas para dar lugar à agricultura. Com a perda de seu habitat de trabalho, o Lagotto precisou se reinventar — e o fez de forma extraordinária.
Os camponeses italianos logo perceberam que o Lagotto possuía um faro excepcionalmente apurado, muito além do comum entre os cães de caça. Foi então que começou um dos capítulos mais fascinantes da história canina: o treinamento do Lagotto para farejar trufas, os cogumelos subterrâneos mais valiosos e cobiçados do mundo.
A adaptação foi um sucesso imediato. O Lagotto mostrou uma capacidade inata para identificar o aroma das trufas mesmo a metros de profundidade, cavando com precisão sem danificar o fungo precioso. Diferente dos porcos, que também eram usados para essa função mas consumiam as trufas ao encontrá-las, o Lagotto apenas sinalizava a descoberta — tornando-se o parceiro perfeito para os trufeiros italianos.
Hoje, o Lagotto Romagnolo é a única raça canina oficialmente reconhecida pela FCI (Federação Cinológica Internacional) como farejadora de trufas — um título único no mundo canino que reflete séculos de seleção e dedicação.
Durante o século XX, com a modernização da agricultura e as mudanças no estilo de vida rural, o número de Lagottos caiu drasticamente na Itália. A raça chegou a correr risco de extinção.
Foi graças ao esforço de criadores apaixonados e de associações italianas dedicadas à preservação da raça que o Lagotto Romagnolo foi resgatado. Em 1988, o Clube do Lagotto Romagnolo foi fundado na Itália, com o objetivo de estabelecer um padrão oficial para a raça e garantir sua continuidade com saúde e integridade genética.
Em 1995, o Lagotto Romagnolo foi oficialmente reconhecido pela ENCI (Ente Nazionale della Cinofilia Italiana) e, posteriormente, pela FCI, consolidando seu lugar no cenário cinófilo internacional.
A partir do reconhecimento internacional, o Lagotto Romagnolo começou a conquistar outros países. Europa, Estados Unidos, Austrália e América do Sul passaram a conhecer essa raça extraordinária — não apenas como farejador de trufas, mas como um companheiro de família excepcional.
No Brasil, a raça ainda é relativamente rara, o que torna cada filhote ainda mais especial. Os brasileiros que tiveram a oportunidade de conviver com um Lagotto rapidamente se apaixonam por sua personalidade única: inteligente, curioso, afetuoso e com um jeitinho italiano inconfundível.
Uma Raça com Alma de Trabalhador e Coração de Companheiro
A partir do reconhecimento internacional, o Lagotto Romagnolo começou a conquistar outros países. Europa, Estados Unidos, Austrália e América do Sul passaram a conhecer essa raça extraordinária — não apenas como farejador de trufas, mas como um companheiro de família excepcional.
No Brasil, a raça ainda é relativamente rara, o que torna cada filhote ainda mais especial. Os brasileiros que tiveram a oportunidade de conviver com um Lagotto rapidamente se apaixonam por sua personalidade única: inteligente, curioso, afetuoso e com um jeitinho italiano inconfundível.
No Lagotto Sapucaya, honramos essa história com responsabilidade, amor e dedicação. Cada filhote que nasce aqui carrega consigo séculos de uma raça extraordinária — e um futuro cheio de afeto.
O Lagotto no Mundo e no Brasil


